O Caminho Espiritual do Chá


Meu Tea Pet a quem ofereço a primeira infusão do meu chá!

Sempre gostei de Chás.


O preparo e o carinho reconfortante da bebida me traz lembranças afetivas da minha Vó Paterna que em qualquer desconforto relatado por nós dizia: "toma um chazinho que passa".


Sabia muito pouco do mundo dos Chás até me mudar para Brasília em 2014. Foi aqui que começou a minha jornada nesse mundo mágico e indefinível.


Como todo início, comecei pelo básico. Ficava encantada pelo mundo perfumado das infusões e blends até que encontrei os Chás de Origem e foi onde entendi o que os Chás, de fato, significavam na minha vida.


Comecei a buscar cursos e a incluir os Chás nos meus roteiros de viagem no Brasil e no Exterior. Conheci muitas pessoas incríveis nesse mundo paralelo que se abriu pra mim.


Comprei muitos livros estrangeiros para estudar sobre o Chá (pois a literatura no Brasil ainda é muito escassa), desde a história, até os tipos, métodos de preparo, particularidades... e, então, quando eu já sabia muito sobre essas coisas entendi que havia algo por trás de tudo isso que, realmente, me conectava com o Chá.


Algo que ninguém conseguia me explicar nos cursos, que eu não achava nos livros técnicos e que era exatamente a mágica que a bebida fazia no meu corpo e, ainda mais forte, no meu espírito.


Um copo de chá nunca é apenas um copo de bebida... é a energia das mãos que cultivaram a terra, que processaram as folhas, é o calor e a luz do sol, as águas da chuva, os ventos, a neblina, o banho do luar, os nutrientes da terra, tudo isso em um ciclo de amor e reverência ao poder da Natureza.


Aprendi a reverenciar o Chá como algo sagrado, divino.


Um presente especial da Mãe Terra que não é remédio, mas nos conecta profundamente com as forças curativas da natureza, nos energiza e nos traz paz.


Momento de paz, silêncio e conexão com um Chá vindo até mim de uma longínqua cidade do interior da China!

No momento de preparo do meu Chá imponho as mãos sobre ele e envio energia Reiki, não apenas para ampliar o seu potencial energético e curativo, mas como uma forma de benção e de profundo agradecimento.


Agradecimento por encontrar algo que desperte esse sentimento na minha alma e por me fazer entender que por mais que busquemos as grandes coisas da existência, são nos momentos de simplicidade das pequenas que moram a nossa felicidade.


Finalizo com as palavras de Aaron Fisher (sob a minha tradução livre), que tanto me inspira:


"O Chá é uma reverência ao momento comum: os grão de madeira ou pedras; a luz do sol iluminando um fluxo de incenso, ou o riacho de uma tigela...É sobre encontrar o Sagrado em tudo, em todos os momentos das suas vidas.

Enquanto preparamos o Chá com reverência, somos purificados; e quanto mais purificados nos tornamos, mais podemos cultivar a reverência do Chá.

A tranquilidade e a harmonia são cultivadas dentro e fora."


Namastê!

Meu Caminho do Chá





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